Por: Nelson de Paula.
"CASTELO DE SALVATERRA DO EXTREMO" - 29/03/2026
O Castelo de Salvaterra do Extremo localiza-se em Salvaterra do Extremo, na atual freguesia de Monfortinho e Salvaterra do Extremo, no Município de Idanha-a-Nova, Distrito de Castelo Branco, na Beira Baixa, em Portugal. Castelo raiano, foi absorvido pela malha urbana da povoação, subsistindo apenas vestígios na atualidade. Situa-se na margem direita do rio Erges. Na margem oposta do rio Erges, podem ser observadas as ruínas do Castelo de Peñafiel, em Zarza la Mayor, em território espanhol.
Castelo construído provavelmente no século 13, pela Ordem do Templo, em local estratégico, para defesa da fronteira leste de Portugal, articulando-se com outros castelos Templários da Beira, reforçado, no séc. 15, por barbacã, e envolvido, juntamente com a vila, no séc. 17, por fortificação à moderna.
O castelo, de que subsiste apenas a torre de menagem, tinha planta circular, regular, tipologia menos comum e denotando grande modernidade, rasgada por uma porta em arco, com adarve acedido por escadas, tendo no interior, muito próximo da muralha, a torre de menagem, com três pisos, à volta da qual se dispuseram várias dependências, uma delas contendo cisterna.
Em meados do séc. 15, o castelo foi envolvido por barbacã extensa, reforçada por cubelos circulares ou retilíneos, individualizando a zona da porta, de modo que o acesso ao castelo fosse em cotovelo, e recebeu obras pontuais para uso de armas de fogo, com a abertura de troneiras.
As estruturas, de paramentos aprumados, rematavam em parapeito ameado e estavam em bom estado no início do séc. 16, exceto o interior da torre de menagem, procedendo-se então a algumas modificações na zona das dependências, que num dos lados recebeu muro ou "cerca" com troneiras e cubelo no ângulo.
A torre de menagem, na transição do séc. 19 / 20, foi adaptada a torre dos sinos e depois do relógio, adulterando-se a zona superior. No âmbito da Guerra da Restauração, o castelo e a vila, desenvolvida extramuros, foram envolvidos por ampla fortificação à moderna, composta por cinco baluartes ou meios baluartes, existindo desenho representando ainda uma obra corna de braços compridos, disposta à frente do baluarte que separava as duas portas de acesso.