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  Confira mais um capítulo da História de Portugal

Por: Nelson de Paula.

"CASTELO DE ANSIÃES" - 19/04/2026

A zona defensiva é servida pela porta da Fonte Vedra, a Sul, em arco de volta perfeita, assente em impostas salientes, tendo, a Leste, a porta principal, que dava caminho para a lavandeira, denominada Porta da Vila. A Oeste, fica a porta de São João e a de São Francisco, de volta perfeita, emoldurada pelas aduelas do arco e mais alta no interior, compensando o desnível do terreno, que abre para uma primitiva estrada romana. A partir de cada porta desenvolve-se um caminho em pedra, que converge para o centro.

Estruturalmente este sítio arqueológico divide-se em dois espaços distintos. O primeiro situado a quotas mais elevadas corresponde à primitiva implantação roqueira. Este perímetro é definido e organizado a partir de uma muralha de configuração ovalada que se reforça com cinco torreões quadrangulares. Trata-se de uma área com uma autenticada especialização defensiva, uma espécie de último reduto destinado a albergar os moradores em caso de contenda bélica.

O segundo espaço que define a zona urbana propriamente dita é constituído por uma segunda linha de muralhas com uma extensão superior a 600 metros e três torreões quadrangulares. Este espaço encontrava-se dividido por vários caminhos que se intercediam entre si, estruturando pequenos bairros ou áreas residenciais.

O acesso ao Castelo se dá pela Estrada Nacional 214, no lugar de Carrazeda de Ansiães, a 3 Km. da vila de Carrazeda, com acesso por estrada asfaltada que liga diretamente ao castelo. O Castelo está classificado na Categoria de Monumento Nacional, pelo Decreto de 16 de junho de 1910, registrado no Diário do Governo n.º 136 de 23 junho 1910.

Rural, isolado, inserido numa envolvente rochosa, a Serra da Vila, rodeado de zonas cobertas de vegetação e, a cerca de 200 metros de entrada. Implementado num pequeno planalto, tem, acima dele, uma pequena cordilheira e numa cota inferior uma sequência de três pequenos montes.

A cerca de 40 metros da entrada do castelo existem as ruínas do Convento de São João, datado do período românico, surgindo, dentro do perímetro da muralha exterior, a Igreja de São Salvador. A Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais em 15 maio de 1930, registrou a Portaria publicada no Diário do Governo n.º 110, 2.ª série, nomeando o arquiteto Baltazar de Castro, diretor interino dos Monumentos Nacionais do Norte, para integrar a Comissão administrativa das obras a executar na Igreja e Castelo de Carrazeda de Ansiães.