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  Confira mais um capítulo da História de Portugal

Por: Nelson de Paula.

"CASTELO DE BELVER" - 19/07/2026

O terremoto de 1755 causou ao castelo de Belver sérios danos estruturais, agravados pelo estado de abandono em que mergulhou durante o século XIX, quando passou a ser utilizado como cemitério da povoação de Belver (1846). No século XX, o terremoto de 1909 causou novos danos à fortificação, despertando a atenção das autoridades, que a elevaram à categoria de Monumento Nacional desde junho de 1910.

Na década de 1940 foram-lhe procedidas obras de reconstrução integral, a cargo da Direção-geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (1939-1946). Posteriormente, foram-lhe procedidas intervenções de conservação nas muralhas, telhados e na capela (1976), na instalação elétrica (1986) e na torre de Menagem (1987-1988).

Em 2005, encontravam-se em curso obras de conservação e restauro, a cargo do Instituto Português do Património Arquitetônico, dentro do Programa de Recuperação de Castelos. A estrutura apresenta planta com formato aproximadamente oval, com a torre de Menagem ao centro e capela renascentista.

A torre de Menagem apresenta planta quadrangular com cunhais de cantaria e paredes espessas (cerca de 4 metros no primeiro pavimento). O primeiro pavimento é acessado por uma porta tripla em arcos redondos rasgada na face Sul, precedida de escada em alvenaria de pedra granítica adossada. No pavimento deste piso, pode-se visitar a cisterna escavada na rocha.

Nele rasga-se ainda uma janela de moldura retangular e ergue-se uma escada de acesso para a sala do segundo piso. Neste, por sua vez, rasgam-se uma janela semelhante à do pavimento inferior, uma porta em arco redondo a dar para os vestígios de uma antiga varanda e uma outra porta, também em arco redondo, que dá acesso à escada para o eirado.

Este último apresenta ameias pouco largas e adarve que rodeia a cobertura telhada da torre. Os pisos superiores têm sido aproveitados na promoção de eventos culturais. A cerca (muralha) apresenta adarve em todo o perímetro, ameias em alguns trechos e seteiras, reforçada por cubelos e dois torreões de planta retangular, com as golas abertas para o adarve.

A Sul abre-se a porta principal, em arco de volta redonda, datando do século XV, ladeada por dois cubelos desiguais. No lado Oeste, localiza-se uma cisterna, com duas bocas redondas, e no lado Norte, ergue-se a Capela de São Brás.

No interior desta capela destacam-se o altar-mor de talha e os numerosos bustos-relicários das relíquias da Palestina que outrora se expunham sobre o altar, oferecido pelo Grão Prior do Crato ao príncipe D. Luís, filho de D. Manuel I.